Microestruturas naturais chamadas Spicules, derivadas de esponjas marinhas, estão sendo incorporadas em fórmulas de cosméticos de origem coreana. A tendência visa estimular a renovação da pele e potencializar ativos, mas especialistas alertam que a comparação com microagulhamento exige cautela.
A popularidade das Spicules acompanha uma mudança na estética coreana, que passou a focar na qualidade e longevidade da pele, além da luminosidade. Segundo a dermatologista Marcella Alves, da Onne Clinic (RJ), as microestruturas são usadas em cosméticos para favorecer a renovação cutânea e aumentar a penetração de substâncias ativas.
Apesar da associação feita em redes sociais, a especialista esclareceu que os produtos não replicam o microagulhamento realizado em consultório. Alves afirmou que as Spicules promovem uma estimulação superficial e facilitam a ação de ativos, mas não substituem tratamentos médicos com equipamentos específicos e profundidade controlada.
Marcella Alves ressaltou que a escolha do produto deve considerar as características individuais. Pessoas com pele sensível, rosácea ou barreira cutânea comprometida devem ter atenção. A dermatologista concluiu que a inovação deve caminhar junto com evidências científicas, e não apenas com a velocidade de circulação das tendências na internet.

