Uma startup utiliza inteligência artificial para prever riscos climáticos, auxiliando empresas a se prepararem para eventos extremos. A companhia fatura anualmente cerca de R$ 3 milhões e atende setores como agronegócio, energia e logística.
A empresa, formada por pesquisadores, aplica ferramentas de aprendizado de máquina para transformar dados meteorológicos em informações úteis para os negócios. Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a companhia hoje conta com 30 profissionais e atende clientes que precisam mitigar prejuízos causados pelas mudanças climáticas.
O sistema principal, chamado Raoni, é alimentado por dados de satélites e estações meteorológicas, processando informações globais para gerar previsões que podem cobrir até 30 anos. A tecnologia atinge até 90% de precisão em previsões de curto prazo, auxiliando, por exemplo, concessionárias rodoviárias a monitorar áreas de risco.
As aplicações vão além da previsão de chuva, abrangendo estimativa de produtividade no agronegócio e auxílio no planejamento de obras. Os fundadores afirmam que a demanda por soluções de inteligência climática deve crescer com a frequência dos eventos extremos.

