O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta segunda-feira (20) o inquérito que investigava a chamada “Abin paralela”. A diligência, que apurava um suposto núcleo clandestino de espionagem na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi encerrada por seguir entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O arquivamento atingiu o inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de investigações que envolviam o ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ), Giancarlo Gomes Rodrigues e Marcelo Araújo Bormevet. Segundo Moraes, a conduta do ex-presidente já foi analisada em processo anterior relacionado ao plano golpista, resultando em condenações.
A investigação sobre a “Abin paralela” teve início após reportagem publicada em 14 de março de 2023, que confirmou a existência de um suposto programa secreto monitorando alvos durante o mandato de Bolsonaro. Em 23 de janeiro de 2025, a Polícia Federal (PF) enviou relatório de diligências e solicitou prazo para perícia criminal e oitivas, conforme aprovado pelo ministro em 4 de fevereiro de 2025.
Na mesma decisão, o ministro também arquivou as investigações movidas contra Alessandro Moretti, Luiz Carlos Nóbrega Nelson, Luiz Fernando Corrêa, José Fernando Moraes Chuy e Lucio de Andrade Vaz Parente.

