O Supremo Tribunal Federal (STF) impediu a venda de um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões pertencente a um senador. A decisão, proferida pelo ministro André Mendonça durante a Operação Compliance Zero, ocorre em meio a investigações sobre suspeitas de favorecimento ao Banco Master.
A restrição judicial foi determinada após a Operação Compliance Zero, que apura indícios de que o parlamentar teria atuado em benefício de interesses ligados ao Banco Master. A defesa do senador negou irregularidades, afirmando que a negociação do imóvel foi iniciada em 2024, antes do início da investigação.
A transação envolvia a Lagoons Empreendimentos, empresa cujo sócio é o Grupo City, controlador da SAF do Bahia. Em nota, a defesa alegou que o acordo previa a permuta do imóvel por lotes do empreendimento, com pagamento antecipado de R$ 2 milhões, valor declarado e com imposto sobre ganho de capital recolhido em 30/06/2025.
A Lagoons Empreendimentos declarou que o processo de aquisição começou em 2024, seguindo critérios técnicos para a implantação do empreendimento. A empresa afirmou que todas as aquisições seguiram critérios de mercado e foram validadas por consultorias independentes, sem restrições que impedissem a formalização da escritura pública.

