O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens de um dirigente partidário até o valor de R$ 119,2 milhões. A medida visa apurar indícios de que o líder teria exercido influência irregular na destinação de emendas parlamentares, conforme apura a Polícia Federal.
A decisão, divulgada nesta sexta-feira, ordenou o bloqueio patrimonial e a suspensão da execução de despesas ligadas às emendas citadas pela PF. A investigação, originada na Operação Transparência, apura possíveis crimes de peculato-desvio e associação criminosa.
Segundo a Polícia Federal, mensagens e planilhas encontradas em celular de uma servidora da Câmara dos Deputados indicam um esquema informal. Os recursos eram registrados em nome de deputados, mas as indicações teriam origem em solicitações ligadas ao dirigente partidário.
O magistrado afirmou que há “múltiplos indícios” de que o dirigente atuou como “mandante do (re)direcionamento de valores públicos”, mesmo sem exercer mandato parlamentar. A PF sustenta que a prática serviu para ‘escamotear’ o papel do líder na definição dos destinos das verbas.

