O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens de um ex-presidente da Câmara. A medida decorre de investigação sobre o mau uso de emendas parlamentares, onde o ex-deputado é suspeito de direcionar mais de 21 indicações de verbas.
A Polícia Federal (PF) apura que o ex-deputado negociou o envio de verbas com a servidora Mariângela Fialek, em um “quadro gravíssimo de desvio de finalidade”. Segundo a decisão do ministro, Fialek atuava como operadora de um esquema de desvio, contando com o aval do chefe da Casa para favorecer o aliado.
A investigação sustenta que o ex-parlamentar atuava como um “parlamentar informal”, definindo diretamente quais municípios receberiam os recursos, mesmo sem possuir mandato. Os diálogos interceptados pela PF mostram o interesse do investigado em repasses para Minas Gerais, estado onde pretende concorrer em eleições futuras.
A defesa do ex-deputado negou ter exercido um “mandato clandestino”, afirmando que buscará acesso integral ao processo para contestar as medidas. O ministro Dino também suspendeu a execução de despesas públicas ligadas às emendas sob suspeita.

