O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Militar do Rio de Janeiro preste esclarecimentos sobre o armamento apreendido em uma operação policial. A determinação ocorre após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo por porte ilegal de arma de uso restrito.
A Polícia Federal prendeu o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, por porte ilegal de arma de uso restrito. Segundo o auto de prisão, agentes encontraram um fuzil de uso restrito, pertencente à Polícia Militar, dentro de um veículo no condomínio do ex-prefeito. O ministro Moraes apontou que o armamento estava sob responsabilidade de um sargento da PM.
A defesa do ex-prefeito alegou que o sargento atuava na escolta de Canella e anexou um relatório de armas em serviço. Em outro endereço, um policial militar também foi flagrado com arma de fogo, e sua defesa afirmou que prestava serviços de segurança aos investigados. Apesar de conceder liberdade provisória a ambos, Moraes afirmou que há dúvidas sobre a legalidade da posse das armas da corporação em veículos particulares.
O ministro declarou que as dúvidas não foram sanadas pela defesa. Ele determinou que as informações necessárias sejam prestadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Além da soltura, Moraes impôs medidas cautelares aos envolvidos, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país.

