O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou o pedido da defesa do ex-presidente para que ele recebesse visita do presidente da Argentina, Javier Milei. A decisão impede o encontro, que ocorreria durante um evento do PL no próximo sábado, dia 25, em Brasília.
A negativa segue decisões anteriores de Moraes, que manteve a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e estendeu restrições políticas até as eleições de outubro. O ministro afirmou que, exceto visitas médicas e de advogados, outras visitas estão suspensas por 30 dias, mantendo a prisão domiciliar do ex-presidente.
A restrição foi imposta após Flávio Bolsonaro ler uma carta do pai contendo conteúdo político e eleitoral. A defesa alegou que o ex-presidente desconhecia a divulgação pública da carta, mas Moraes rejeitou o argumento. O líder argentino planejava a visita para apoiar o lançamento da candidatura do senador ao Planalto.
Moraes justificou que os benefícios da prisão domiciliar não podem gerar privilégios contrários à legislação. A Procuradoria-Geral da República havia manifestado que a leitura da carta pelo filho e pré-candidato violou as regras da prisão domiciliar.

