Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam como remotas as chances de acolhimento da revisão criminal do ex-presidente. A visão contrasta com o discurso de dirigentes do PL, que mantêm a expectativa de uma reviravolta jurídica antes da convenção nacional do partido, marcada para o dia 25.
Segundo magistrados ouvidos reservadamente, a Corte dificilmente admitirá rever uma condenação construída com meses de instrução, produção de provas e análise de todos os recursos apresentados pela defesa. A avaliação dos ministros aponta que acolher a revisão criminal implicaria reconhecer erro em julgamento conduzido pelo próprio STF, hipótese considerada improvável.
Mesmo que haja decisão favorável do ministro relator, o alcance seria limitado, pois o mérito da revisão criminal deve ser analisado pelo plenário da Corte. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou em Brasília, na última quarta-feira, que “muita coisa vai acontecer nos próximos 20 dias”, sinalizando a importância do tema para a estratégia do partido.
A defesa, representada pelo advogado Marcelo Bessa, busca rediscutir aspectos da condenação para reduzir seus efeitos jurídicos. Contudo, ministros da Corte diferenciam o caso de Bolsonaro das anulações da Lava-Jato, afirmando que a ação penal contra o ex-presidente transcorreu com observância do devido processo legal.


