Um suboficial da reserva foi flagrado agredindo o filho cadeirante com socos em um condomínio no bairro do Bessa, em João Pessoa, na quarta-feira (29). O incidente foi registrado pelo circuito de segurança do local. O militar já possuía uma denúncia anterior à Marinha por comportamento inadequado, que incluía porte de arma de fogo.
A denúncia prévia à Marinha foi baseada em um dossiê que relatava “comportamento inadequado, com risco à segurança coletiva (porte de arma de fogo)”. A Capitania dos Portos da Paraíba recebeu a queixa e encaminhou os questionamentos ao setor responsável, com prazo de resposta de até cinco dias úteis.
Entre os documentos anexados à denúncia, havia um laudo de processo público que apontava “transtorno de ansiedade generalizada em nível grave, sentimento de perseguição e dificuldade no ajustamento e reação a estressores”. O dossiê também mencionava que o militar foi visto chegando em casa de madrugada, ingerindo bebida alcoólica, e com volume de arma de fogo na cintura.
Após o vídeo das agressões circular nas redes sociais, o suboficial da reserva compareceu à Central de Polícia Civil. A Polícia Civil informou na quinta-feira (30) que foi registrado boletim de ocorrência e determinada a instauração de investigação sobre os fatos. O militar declarou estar “abalado com toda a repercussão dos fatos” e recusou-se a conceder entrevista por orientação jurídica.

