O avanço do Super El Niño, fenômeno causado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, coloca o Brasil sob risco de extremos climáticos. Produtores rurais se preparam para lidar com secas no Norte e Nordeste e chuvas intensas no Sul, enquanto a Defesa Civil intensifica vistorias em áreas de risco.
O fenômeno climático provoca chuvas acima da média na Região Sul, seca no Norte e Nordeste, e calor intenso com chuva irregular no Centro-Oeste e Sudeste, segundo especialistas. Produtores, como um dono de fazenda na Grande BH, utilizam sistemas de agrofloresta e cobertura orgânica para aumentar a resiliência às dificuldades climáticas. O pesquisador Pedro Loyola, coordenador do Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, afirma que o plantio escalonado ajuda a reduzir o risco de colheitas afetadas por períodos de seca ou chuva excessiva.
A possibilidade de eventos mais extremos nos últimos meses de 2026 mobiliza a Defesa Civil, especialmente em áreas de risco. Guilherme Cunha, diretor de prevenção da Defesa Civil de Sabará (MG), disse que as equipes estão proativamente buscando pessoas mapeadas para evitar danos antes de um desastre. Marcelo Seluchi, coordenador de Operações do Cemaden, declarou que todos os municípios precisam elaborar planos de contingência e adequar estruturas como represas ao impacto esperado.
Em ações de prevenção, o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina reuniu forças de segurança da Região Sul para alinhar protocolos conjuntos, visando uma resposta coordenada a eventos climáticos severos.

