Autoridades federais e estaduais investigam se a rede de fast-food está responsável pelo surto de diarreia explosiva que afetou até 5.100 pessoas no país. A doença, causada pelo parasita cicloesporíase, tem epicentro em Michigan, onde mais de 3.700 pessoas foram infectadas, segundo o Centers for Disease Control and Prevention.
A suspeita recai sobre a rede após relatos de que unidades em Michigan começaram a retirar ingredientes, como alface, coentro, cebola, pico de gallo e guacamole, devido a um ‘recall nacional’. A dificuldade na investigação reside no fato de que os sintomas podem demorar semanas para aparecer, dificultando o rastreamento da origem do parasita.
A médica chefe de Michigan, Natasha Bagdasarian, declarou que informações iniciais apontam a alface como produto comum no inquérito. O diretor da Food and Drug Administration, Don Prater, confirmou que a agência segue investigando múltiplos itens de hortifrúti, incluindo a alface. Até o momento, não houve recalls nacionais relacionados ao surto.
Um indivíduo familiarizado com a investigação federal comentou que foi positivo a atitude da rede de fast-food ao parar voluntariamente de servir alguns itens. Contudo, essa fonte acrescentou que algumas pessoas doentes afirmaram não ter consumido alimentos na rede, indicando que a responsabilidade pode não ser exclusiva da empresa.

