Um homem foi solto nesta quarta-feira (8) após 18 dias de prisão pela morte de uma jovem em um salto de rope jump. O suspeito afirmou que acreditava que o grupo responsável pela atividade era uma empresa regularizada. Quatro pessoas permanecem presas e foram denunciadas pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual.
João Antonio Pivetta declarou a veículos de comunicação que começou a atuar no grupo “Entre Cordas” entre o fim de 2025 e o início de 2026. Ele alegou que os demais integrantes transmitiam a impressão de que a equipe possuía estrutura e era regularizada. “Para a gente, era uma empresa extremamente regularizada. Eles diziam que tinham uma estrutura. […] Eu acreditei”, disse o homem.
As investigações apontaram que o grupo não possuía empresa formal. Pivetta explicou que sua função era retirar equipamentos dos participantes após o salto, na parte inferior da ponte, e não envolvia checagens de segurança. Outro envolvido, Gabriel Barros Martins, foi solto, pois a polícia descartou sua influência intencional na tragédia.
Os quatro indivíduos que continuam presos foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual. A denúncia sustenta que os responsáveis tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias, como a dupla checagem dos equipamentos de segurança.

