Um homem de 55 anos, suspeito do assassinato de um campeão de vaquejada em Quixeramobim, Ceará, entrou com uma ação judicial contra o delegado responsável pela investigação. O suspeito alega que a autoridade policial abusou de suas atribuições ao divulgar sua imagem em redes sociais enquanto ele estava foragido.
O crime ocorreu em 7 de junho, em Quixeramobim, após a vítima, um vaqueiro, ganhar o primeiro lugar em uma competição. A Polícia Civil informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o suspeito, que se entregou na Delegacia de Quixadá após um mês foragido. O inquérito sobre o homicídio qualificado foi concluído pela Delegacia de Quixeramobim.
A defesa do suspeito alegou que a divulgação de sua foto pelo delegado violaria seu direito à presunção de inocência. No entanto, o juiz de Direito Rodrigo Campelo Diógenes negou o pedido de urgência. O magistrado declarou que a atuação do delegado se deu no estrito cumprimento do dever legal, pois a divulgação da imagem é ferramenta inerente à atividade policial para localizar foragidos.
Testemunhas relataram que o vaqueiro foi atingido com golpes de faca por um acompanhante após a vitória. A família da vítima contestou a versão inicial de que o assassinato teria sido motivado por disputa de prêmio, afirmando que o ato foi um crime de crueldade.

