A nova tarifa americana de 25%, que entra em vigor nesta quarta-feira, deve afetar a microeconomia brasileira, mas não deve impactar o crescimento macroeconômico do país. A expectativa é de que a balança comercial mantenha-se positiva, com projeção de superávit de US$ 90 bilhões ao final do ano.
O efeito da taxação será sentido em setores específicos, como calçados, móveis, máquinas e equipamentos elétricos e celulose. Essas indústrias possuem parte de sua produção sob encomenda para atender às demandas do mercado dos Estados Unidos.
Economistas e negociadores apontam que a abertura acelerada de novos mercados não resolve a questão para esses segmentos. Para que as empresas consigam atender a outros mercados, incluindo o doméstico, é necessária uma mudança na estrutura de produção e no catálogo de produtos.

