O governo americano anunciou uma tarifa de até 200% sobre medicamentos genéricos importados, com vigência de dois anos. A medida, segundo a Pró Genéricos, pode elevar custos e causar desabastecimento, visto que cerca de 90% dos remédios consumidos nos EUA são genéricos.
O presidente executivo da Pró Genéricos, Thiago de Moraes Vicente, declarou que a tarifa de 200% funcionaria, na prática, como um banimento para a comercialização de genéricos no país. Ele explicou que o cenário pressionará o sistema de reembolsos americano, já que os genéricos tratam doenças de alta prevalência, como hipertensão e diabetes.
Vicente projetou que produtores da Índia e China devem redirecionar parte de sua produção para outros destinos, seguindo o exemplo do agronegócio brasileiro diante de barreiras comerciais. Em contraste, o Brasil sancionou a Lei da Estratégia Nacional da Indústria da Saúde, que oferece incentivos para a instalação de fábricas no território nacional.
Apesar da incerteza regulatória americana, a indústria brasileira de genéricos segue avançando na internacionalização para a América Latina e África, mantendo o mercado dos EUA como objetivo estratégico, segundo a entidade.

