Empresas do setor de madeira processada no Brasil planejam reduzir a produção devido à nova tarifa de 25% imposta por Donald Trump. A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) alerta que a medida pode levar a demissões, visto que 80% da produção nacional é destinada à exportação.
A situação afeta diretamente o setor, que possui grande dependência da economia norte-americana. Segundo a Abimci, metade da produção brasileira de madeira processada é vendida aos Estados Unidos, representando 40% do total. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 1,2 bilhão em madeira processada para o país.
A empresa Solida, que possui 70% do faturamento ligado a vendas americanas, mencionou que, caso a tarifa seja mantida, haverá um “ajuste do ritmo produtivo”. O executivo da companhia afirmou que, embora os Estados Unidos continuem sendo o maior consumidor mundial, os artigos podem ser redirecionados para mercados como a Europa, América Latina e Ásia.
O superintendente da Abimci, Paulo Pupo, declarou que os 25% de diferença tarifária inviabilizam o comércio entre as partes, ameaçando postos de trabalho. Ele também apontou que a situação é crítica para as molduras de madeira, cuja produção é feita sob medida para a construção civil americana, e que o Brasil perde isonomia frente a concorrentes internacionais.


