A indústria brasileira de dispositivos médicos sofre impacto direto da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos, o que gerou uma retração imediata no comércio exterior do setor. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO), as exportações para o país principal caíram mais de 25% entre janeiro e maio.
A tarifa americana pressiona as empresas, que estão adotando medidas para manter a operação no mercado dos EUA. Algumas companhias reduziram suas margens de lucro para preservar a presença comercial, enquanto outras avaliam a possibilidade de cortes de pessoal ou de desinvestimento no mercado americano.
Para mitigar os efeitos da medida, a ABIMO busca apoio do governo federal. As solicitações incluem a restituição de parte dos tributos gerados pela nova tarifa, a criação de linhas de financiamento para estimular a diversificação de mercados e a redução de impostos sobre a folha de pagamento.
Apesar de a produção nacional responder por cerca de 60% do mercado interno, a dependência de insumos eletrônicos importados faz com que os impactos americanos atinjam toda a cadeia produtiva. A entidade também alertou para a dificuldade de encontrar novos parceiros comerciais devido a barreiras regulatórias internacionais.

