A proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exige que as empresas revisem custos e estratégias comerciais. O CEO da Navecon, Fábio Edelberg, afirmou que o impacto afeta toda a cadeia produtiva, não apenas as exportadoras.
Edelberg explicou que o aumento do custo dos produtos brasileiros pode favorecer concorrentes internacionais, como México, Índia e Vietnã. Ele detalhou que um produto que custava US$ 1 (R$ 5,12) passaria a ter custo de US$ 1,25 (R$ 6,40) no mercado americano, o que pode reduzir margens e afetar diversos setores da economia brasileira.
Segundo o executivo, segmentos com maior valor agregado, como têxteis, maquinários, industrializados, móveis e autopeças, estão entre os mais expostos. Além da redução de margens, a incerteza sobre a duração da tarifa dificulta o planejamento de investimentos das empresas.
Diante do cenário, Edelberg recomendou a revisão de precificação, margem de contribuição e custos. Ele também defendeu que as empresas busquem novos mercados, seja em outros países ou no mercado interno, para reduzir a dependência das vendas aos Estados Unidos.

