A indústria brasileira de madeira processada opera com cerca de 50% da capacidade instalada após a imposição de uma tarifa de 25% pelos Estados Unidos. O superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) defendeu que o governo brasileiro retome imediatamente as negociações diplomáticas com Washington.
Segundo o executivo, os Estados Unidos recebem, em média, 50% das exportações brasileiras de madeira processada. A nova sobretaxa interrompe o processo de recomposição de estoques e participação no mercado americano, que vinha ocorrendo após a derrubada de tarifas anteriores em fevereiro.
A rodada anterior de tarifas gerou uma redução média de 40% nas exportações do setor, o que representou mais de US$ 300 milhões de perda entre 2024 e 2025. Diante disso, as empresas avaliam medidas temporárias, como férias coletivas e diminuição da produção.
A Abimci informou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que os produtos brasileiros complementam a oferta local americana, e não competem diretamente. O executivo afirmou que “Não faz sentido comercial nem econômico a tarifação dos produtos madeireiros brasileiros”.
A entidade pede que o governo brasileiro busque aumentar as listas de isenções por famílias tarifárias, avaliando cada segmento conforme o grau de complementaridade com a economia americana.

