A confirmação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos abriu um novo embate político. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou a família Bolsonaro pelo desfecho das negociações, enquanto o senador Flávio Bolsonaro atribuiu a culpa ao governo federal. O ex-governador Ronaldo Caiado alertou para o custo da polarização no país.
O anúncio da medida americana, que entra em vigor em 22 de julho, manteve exceções para itens como carne, café e petróleo. Em nota, o Palácio do Planalto repudiou a decisão e informou que acionará os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade. O governo brasileiro também acusou a família Bolsonaro de participar de um “enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro” nas investigações da Seção 301.
Flávio Bolsonaro reagiu ao anúncio, reproduzindo argumentos de um secretário de Estado americano, que alegou que o governo brasileiro não negociou “de boa-fé”. O senador afirmou que Lula “não tem mais condições de ser o presidente do Brasil”, atribuindo o problema ao governo federal.
Ronaldo Caiado buscou se diferenciar dos dois lados, afirmando que a polarização entre Lula e Flávio impõe um custo elevado ao país. Ele criticou o senador por pedir apenas o adiamento da tarifa, e não seu cancelamento, e condenou a medida como protecionista.
Romeu Zema também se manifestou, condenando a tarifa de 25% como protecionista. O pré-candidato criticou a condução das tratativas do governo, dizendo que o Brasil errou ao criar “atritos desnecessários” e adotar um “discurso eleitoreiro”.

