A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, com início em 22 de julho, pode impactar cadeias produtivas que utilizam plástico como matéria-prima. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) aponta que os efeitos vão além do setor, atingindo sete segmentos da economia.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicou a indústria do plástico como uma das mais expostas à nova tributação norte-americana. A Abiplast alerta que o aumento de custos para acessar o mercado dos EUA pode dificultar a manutenção de contratos, especialmente para pequenas e médias empresas exportadoras. A entidade calcula que as perdas diretas ou indiretas podem chegar a US$ 2 bilhões caso a situação se prolongue.
Embora o foco inicial seja a transformação do plástico, o material está presente em diversas cadeias. Os setores citados incluem alimentos e bebidas, saúde, indústria farmacêutica, agronegócio, automotiva, construção civil e têxtil. Em todos esses casos, o plástico é usado em embalagens, peças técnicas e componentes essenciais.
As pequenas e médias exportadoras enfrentam maior vulnerabilidade, pois têm menor capacidade de absorver custos adicionais. Dados da associação mostram que as exportações brasileiras para os EUA já caíram 13% desde o início de 2025. A cadeia produtiva, que emprega cerca de 409,4 mil trabalhadores, também pode sofrer com a redução do volume de vendas.

