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Leitura: Tarifa dos EUA eleva alíquota brasileira para quase 17%
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Economia

Tarifa dos EUA eleva alíquota brasileira para quase 17%

Carla Fernandes
Última atualização: 16 de julho de 2026 17:00
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O banco Goldman Sachs estima que a tarifa efetiva cobrada pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros será de 16,8%. Com o aumento da tarifa para 25% anunciado pelo governo americano, o Brasil terá a maior alíquota sobre seus produtos exportados na América Latina, segundo o diretor de pesquisa macroeconômica do banco, Alberto Ramos.

A tarifa efetiva considera o total de exportações aos EUA, incluindo produtos isentos. O banco informou que esse conjunto de produtos isentos soma US$ 2,1 bilhões em exportações ao país. A alíquota de 25% deve impactar 26% das importações brasileiras pelos americanos, que totalizam US$ 10,2 bilhões em produtos.

O cálculo pressupõe que a tarifa de 12,5% da Seção 301, relacionada a trabalho forçado, substituirá a tarifa global de 10% da Seção 122, quando esta expirar no dia 24. O Goldman Sachs sugeriu que o governo brasileiro ofereça linhas de crédito subsidiadas aos setores exportadores mais afetados.

Alberto Ramos comentou que as autoridades brasileiras podem considerar medidas de retaliação comercial pontuais e limitadas, apesar do alerta da USTR de que tal ação pode levar a medidas mais severas. O Peru ocupa o segundo lugar na região com tarifa efetiva de 8,5%, seguido pelo México, com 7,2%, e a Argentina, com 7,1%.

TAGGED:América LatinabrasilComércio InternacionalExportaçãoGoldman Sachstarifas-eua
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