A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos força empresas brasileiras a reavaliar suas estratégias de exportação. Exportadores estudam reduzir a produção e transferir operações para países vizinhos para continuar atendendo o mercado norte-americano sem sofrer o impacto tarifário.
O movimento afeta setores dependentes de vendas para os EUA, como madeira processada, máquinas, calçados e rochas naturais. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), indústrias já iniciaram a instalação de unidades em países vizinhos. O objetivo é produzir no exterior, transferir equipamentos do Brasil e acessar o mercado americano sem a cobrança tarifária.
Outra alternativa é adaptar fábricas para atender novos mercados, como fabricar madeira serrada para a Europa. Contudo, a entidade empresarial alertou que essa estratégia enfrenta resistência, pois os mercados já possuem fornecedores consolidados. Além disso, a tentativa de dividir o custo da tarifa com importadores e consumidores não é viável para todos os setores, como na indústria madeireira paranaense.
A nova tarifa entra em vigor no dia 22 de julho. A Fiep estima que a cobrança pode atingir cerca de 75% das exportações paranaenses para os Estados Unidos, em comparação com uma média de 30% no Brasil. A entidade alertou para um risco grande de perda de competitividade, visto que muitas indústrias paranaenses concentram quase toda a produção no mercado norte-americano.

