A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avalia que a tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos não afetará diretamente o setor brasileiro. Contudo, o vice-presidente de inovação da CBIC, Dionyzio Klavdianos, declarou que a instabilidade comercial pode pressionar o ambiente macroeconômico, influenciando juros e custos.
Klavdianos explicou que a indústria da construção não exporta serviços em escala significativa e prefere fornecedores nacionais, o que minimiza o impacto direto da disputa comercial. O risco principal, segundo ele, reside nos efeitos indiretos sobre a economia. Ele apontou que a imprevisibilidade pode bloquear a queda dos juros, fator que representa um desafio maior para o setor do que as tarifas.
O executivo mencionou o PVC, um insumo relevante, que não foi taxado pela medida americana. No entanto, a CBIC acompanha possíveis movimentos de reciprocidade do governo brasileiro, que poderiam elevar custos de importação. Apesar disso, os indicadores do setor apresentaram crescimento no início do ano, com vendas imobiliárias subindo 4,1% no primeiro trimestre e o PIB da construção avançando 2,9%.
Além dos juros, a construção enfrenta a escassez de mão de obra. Klavdianos afirmou que essa dificuldade obriga as empresas a aumentar a industrialização de processos produtivos. Ele declarou que a industrialização deixou de ser opção e se tornou necessidade para elevar a produtividade do setor.

