A decisão dos Estados Unidos de sobretaxar produtos de 60 países por alegação de trabalho forçado alcança 99,4% das importações americanas, conforme o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O Brasil foi penalizado com tarifa de 12,5%, que se soma aos 25% impostos por práticas desleais brasileiras.
A aplicação da tarifa de 12,5% baseia-se no argumento de que o Brasil importa produtos de nações que não seguem boas práticas trabalhistas. Isso, segundo o USTR, gera competição desleal com o mercado americano. A investigação aponta o Brasil como um dos países que importaram produtos supostamente feitos com trabalho forçado entre 2021 e 2025.
Cinco produtos foram listados no caso brasileiro: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. O Brasil e outros 53 países são alvo da proposta de 12,5%, enquanto Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão receberam propostas de 10%.

