A União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) reagiu à decisão dos Estados Unidos de impor tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, incluindo o etanol. A medida, que entra em vigor em 22 de julho, foi classificada pela entidade como um retrocesso à cooperação global de biocombustíveis.
A UNEM afirmou que a sobretaxa aumenta a insegurança regulatória e contraria esforços conjuntos de descarbonização. Embora a entidade avalie que o impacto direto sobre as exportações seja limitado, pois o mercado americano não é mais prioritário, ela defende que a tarifa pode criar novas barreiras comerciais.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) justificou a tarifa alegando que o Brasil não manteve reciprocidade tarifária. O órgão americano apontou que as vendas americanas ao Brasil caíram 87% em 2025, totalizando US$ 96 milhões, em comparação com US$ 761 milhões em 2018.
A UNEM contestou essa avaliação, explicando que a diminuição das importações decorre do crescimento acelerado da produção doméstica de etanol de milho. A expectativa para a safra 2026/27 é de produção próxima a 38 bilhões de litros. A entidade defendeu que a tarifa brasileira de importação, em 18%, segue o princípio da Nação Mais Favorecida (MFN) da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Apesar da tarifa, o mercado americano é relevante, pois em 2025 os EUA importaram 253 milhões de litros de etanol brasileiro, movimentando US$ 163 milhões. A indústria defende que divergências devem ser resolvidas por diálogo institucional, dado o interesse comum em combustíveis renováveis.

