Um estudo do IBEVAR – FIA Business School mapeou como o tarifaço americano afetará a economia brasileira de forma desigual. As exportações diretamente atingidas somam US$ 11 bilhões, o que representa 0,5 a 0,6 ponto percentual do PIB projetado para 2026.
O levantamento, que cruza dados da CNI, indica que o setor madeireiro possui 83% de exposição, sendo o mais vulnerável entre as indústrias mapeadas. No segmento madeireiro, a perda projetada atinge US$ 1,2 bilhão, valor que corresponde à metade da produção do setor. Além da madeira, minerais não metálicos (56,3%) e produtos químicos (51,8%) também estão na linha de frente do impacto.
O choque tarifário afeta também setores como Embraer, calçados e têxteis. Para a Embraer, o estudo projeta perdas de R$ 20 bilhões até 2030. Em termos regionais, São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto total. Santa Catarina é o estado mais exposto, com 68% de suas exportações aos Estados Unidos incluídas na lista de produtos afetados.
O estudo do IBEVAR – FIA Business School também avalia a resposta governamental, citando o plano da ApexBrasil de R$ 130 milhões para diversificação de mercados como estatisticamente irrelevante frente à magnitude do choque de US$ 11 bilhões. A análise conecta o tarifaço setorial ao risco fiscal do país.

