O impacto do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros exportados tende a ser restrito na economia de Goiás, segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Isso ocorre porque 85% das exportações do agronegócio goiano para os EUA são de carne bovina, produto que não foi incluído na lista de sobretaxa.
A gerente de Inteligência de Mercado Agropecuário, Christiane de Amorim, explicou que, embora o impacto econômico geral não seja alto, as demais cadeias produtivas, que representam 15% das exportações, sofrerão alterações. Ela afirmou que essas cadeias precisarão ajustar sua estratégia comercial nos próximos meses para evitar prejuízos maiores.
No primeiro semestre de 2026, o estado exportou mais de US$ 375 milhões para os EUA. Deste montante, pouco mais de US$ 315 milhões foram de carne bovina. Os outros produtos incluem derivados de origem animal, açúcar, álcool, couro, café e hortaliças, que deverão sentir os efeitos das novas tarifas.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também manifestou preocupação com a decisão dos EUA. Contudo, a entidade destacou que a ampliação de exceções reduziu o alcance da medida, informando que 63,5% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro aos EUA não estará sujeito à tarifa adicional de 25%.
A CNA sustentou que a competitividade do agronegócio brasileiro deriva de ganhos de produtividade e investimentos de longo prazo. A entidade afirmou que continuará atuando em defesa das cadeias produtivas afetadas, priorizando o diálogo para preservar o comércio bilateral.

