As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, segundo dados do Mdic. A medida, resultado de investigações americanas sobre o Brasil e trabalho forçado, afeta 16,5% do total de produtos exportados.
O percentual de 23,1% decorre da combinação de duas investigações conduzidas pelo governo norte-americano sob a Seção 301 da legislação comercial dos EUA. Os produtos sujeitos ao acúmulo das duas sobretaxas incluem máquinas e equipamentos, calçados, móveis, madeira e confecções. O açúcar brasileiro foi incluído apenas na tarifa de 25%, enquanto minérios e pescados ficaram sujeitos à sobretaxa de 12,5%.
O Mdic informou que 52,7% das exportações brasileiras para os EUA mantêm as tarifas ordinárias, abrangendo café, carnes, aeronaves e celulose. Este aumento de barreiras ocorre em um contexto de retração comercial. As vendas brasileiras caíram de US$ 40,4 bilhões em 2024 para US$ 37,7 bilhões em 2025, uma redução de 6,7%.
No primeiro semestre de 2026, os embarques somaram US$ 17,4 bilhões, o que representa uma queda de 13% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os principais recuos foram observados em óleos brutos de petróleo (-30,4%) e produtos semiacabados de ferro ou aço (-21,7%).

