O Teatro Castro Alves foi reinaugurado nesta quarta-feira (1º) após mais de três anos de obras de reforma. O espaço, símbolo cultural da Bahia, possui um histórico de incêndios, incluindo um ocorrido em 1958 e outro em 2023, além de ser tombado pelo Iphan em 2014.
O teatro, projeto de José Bina Fonyat Filho e Humberto Lemos, é reconhecido por sua arquitetura modernista. O primeiro incêndio foi registrado em 9 de julho de 1958, cinco dias antes da inauguração, atingindo a estrutura, exceto a Concha Acústica. Na época, o governador Antônio Balbino determinou a retomada imediata das obras.
Mais recentemente, um fogo atingiu o telhado em janeiro de 2023, sem feridos e sem atingir as dependências internas. Durante a requalificação, em 2025, um princípio de incêndio ocorreu no telhado central, controlado por brigadistas da Sian, após um serviço na cobertura.
O TCA foi tombado pelo Iphan em 2014, tornando-se o segundo teatro moderno a receber o status de patrimônio nacional. Com o tombamento, qualquer alteração na arquitetura é proibida, exigindo, por exemplo, a encomenda de pastilhas para manter a fidelidade ao material dos anos 1950.

