O layout QWERTY, padrão em teclados atuais, não segue a ordem alfabética. Ele foi desenvolvido na década de 1870 para solucionar um problema técnico em máquinas de escrever mecânicas, quando a digitação rápida causava travamentos.
O sistema surgiu com o inventor Christopher Latham Sholes, um dos criadores da primeira máquina de escrever dos Estados Unidos. Inicialmente, os protótipos tinham letras em ordem alfabética. Contudo, a velocidade dos datilógrafos fazia com que as hastes metálicas das letras mais usadas batessem umas nas outras, gerando constantes travamentos no mecanismo.
Sholes precisou criar uma estratégia para desacelerar o ritmo de digitação, separando pares de letras frequentes no idioma inglês, como “S” e “T”. Após testes com a empresa Remington, o layout QWERTY foi estabelecido, batizado com base nas seis primeiras letras da fileira superior esquerda.
Apesar de os teclados modernos serem eletrônicos e não sofrerem falhas mecânicas, o QWERTY permaneceu dominante. A principal razão é a força do hábito, pois milhões de pessoas já haviam desenvolvido a memória muscular para o padrão ao chegar os computadores pessoais. Alternativas como o Teclado Simplificado Dvorak, patenteado em 1936 por August Dvorak, concentram vogais e consoantes mais usadas na fileira central para reduzir a fadiga.
Além disso, existem variações regionais. Na França, adotou-se o sistema AZERTY, e na Alemanha, utiliza-se o QWERTZ, ambos adaptados às necessidades fonéticas de seus respectivos idiomas.

