O uso crescente de tecnologia over-the-air (OTA) para atualizar sistemas de veículos torna a indústria automotiva mais vulnerável a ciberataques, segundo analistas. A possibilidade de atores estrangeiros sabotarem controles de veículos gerou alertas de segurança nacional em países como Noruega, Dinamarca e Reino Unido.
Especialistas apontam que a tecnologia OTA representa uma “preocupação única de segurança nacional”. Um analista sênior da S. Rajaratnam School of International Studies, em Singapura, declarou que, além de questões de privacidade de dados, existe o risco de sabotagem por agentes externos em veículos em movimento.
O Instituto Americano de Empresas alertou que proteger o setor automotivo é vital para limitar a capacidade de espionagem de governos estrangeiros. O relatório sugeriu que os Estados Unidos considerem revisões de segurança adicionais e imponham restrições a certos componentes de hardware e software de origem estrangeira.
Testes recentes confirmaram vulnerabilidades. A empresa de ônibus norueguesa Ruter identificou riscos em um veículo, que permitia acesso ao sistema de controle de bateria e fornecimento de energia via rede móvel usando um chip SIM romeno. A investigação subsequente levou o Reino Unido e a Dinamarca a realizarem estudos próprios.
Um professor de segurança de sistemas da Universidade de Swansea, no Reino Unido, explicou que o risco transcende um fabricante específico. Ele afirmou que a tecnologia OTA está sendo adotada em outros setores, como transporte marítimo, ferroviário, aeroespacial e robótica.

