Cientistas utilizaram o telescópio IXPE da NASA para medir diretamente os campos magnéticos do pulsar PSR J1101−6101, localizado na Nebulosa Farol. Os resultados, publicados no Astrophysical Journal, oferecem novos dados sobre objetos cósmicos extremos e confirmam a teoria de que partículas de alta energia seguem as linhas do campo magnético galáctico.
A medição do campo magnético do pulsar da Nebulosa Farol foi realizada com o auxílio do IXPE da NASA. Os dados compostos incluem informações de raios-X do IXPE, do Observatório de Raios-X Chandra e dados de rádio do CSIRO, além de dados ópticos do levantamento 2MASS.
Pesquisadores suspeitavam desde 2008 que as partículas de maior energia escapavam através do choque de onda, fluindo ao longo das linhas do campo magnético para formar o filamento da nebulosa. Um dos líderes do estudo, Jack Dinsmore, disse que o objetivo era testar essa teoria, usando a polarização da luz como indicador da direção do campo magnético.
A análise avançada permitiu medir a polarização do filamento e do rastro do pulsar. Os cientistas confirmaram com mais de 99% de confiança que o campo magnético se alinha com o fluxo das partículas. Contudo, a alta polarização medida sugere menor turbulência do que modelos anteriores previam.
A divergência entre as orientações de campo magnético observadas em ondas de rádio e raios-X indica uma natureza altamente estruturada desses objetos. Um coautor, Niccolò Bucciantini, comentou que isso aponta para a existência de mecanismos de aceleração distintos para partículas de diferentes energias.

