A tensão no Estreito de Ormuz gera impactos que ultrapassam o mercado de petróleo, afetando comércio, inflação e investimentos globais, afirmou José Niemeyer, economista do Ibmec-RJ, nesta terça-feira (14). A instabilidade na rota de escoamento do Oriente Médio pressiona custos de frete e seguros internacionais.
Niemeyer explicou que a crise no estreito abrange três dimensões econômicas: a economia real, a macroeconomia e as finanças internacionais. Ele declarou que qualquer instabilidade na principal rota de petróleo do Oriente Médio eleva custos logísticos e afeta o comércio exterior. Segundo o professor, esses fatores pressionam preços em diversos países, impactando economias como a dos Estados Unidos e a do Brasil.
O economista também comentou sobre a importância estratégica da região para a China. Ele afirmou que o gás natural transportado por Ormuz é essencial para a indústria tecnológica chinesa, responsável pela produção de chips e sistemas de inteligência artificial. Niemeyer acredita que a disputa entre Estados Unidos e China fará da tecnologia o eixo central da competição internacional.
Sobre a política externa dos Estados Unidos, Niemeyer disse que as declarações recentes do presidente Donald Trump refletem a política doméstica. Ele explicou que o governo considera o impacto das decisões sobre o eleitorado republicano, misturando economia, política interna e geopolítica nas ações internacionais.

