A troca de ameaças entre Irã e Estados Unidos ganhou força no sábado (11). Enquanto isso, negociadores buscam manter o cessar-fogo e a segurança de uma das rotas de petróleo mais importantes do mundo, o Estreito de Ormuz.
O novo líder supremo iraniano declarou que vingará a morte de seu pai, assassinado durante os ataques dos Estados Unidos e de Israel. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou a Mascate, Omã, para discutir mecanismos de segurança marítima no Estreito de Ormuz, conforme previsto em um cessar-fogo assinado há três semanas.
O presidente Donald Trump afirmou que mil mísseis estão prontos para serem lançados contra o Irã, e que mais mil se seguirão caso o governo iraniano concretize a ameaça de assassinar o presidente americano. A Casa Branca pressiona o Irã para manter o estreito aberto, sem cobrança de pedágio. A via marítima é crucial, pois 20% do petróleo mundial passa por ali.
A expectativa agora é pela chegada de uma comitiva americana a Omã, que incluirá o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. As conversas focarão inicialmente na abertura do Estreito de Ormuz, adiando o debate sobre o programa nuclear iraniano.

