As ações da Tesla caíram 17% no ano de 2026, e a fabricante de veículos elétricos tem uma chance de mudar o cenário com a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Os dados serão apresentados após o fechamento do mercado dos EUA na quarta-feira, 22 de julho, focando em margens e investimentos.
Os números do segundo trimestre dependerão das margens automotivas, dos gastos de capital e do tom da gestão sobre autonomia e projeções para 2026. Embora as entregas tenham sido pré-anunciadas em 480.126 veículos, um aumento de 25% em relação ao ano anterior, os analistas apontam que a força pode refletir um adiamento de vendas.
A margem bruta automotiva da Tesla expandiu para 21%, um avanço em relação aos 16% registrados no ano anterior, resultado de custos de material menores e preços médios de venda mais altos. Contudo, a empresa elevou sua previsão de gastos de capital para 25 bilhões de dólares e alertou para possível fluxo de caixa negativo.
Modelos de avaliação dependem fortemente da monetização da autonomia. A empresa opera o serviço Robotaxi em várias cidades, mas ainda fica atrás de concorrentes em escala. Qualquer atualização concreta sobre o serviço Cybercab ou os marcos do projeto Optimus pode definir o tom do final do ano, dado o alto índice P/E da companhia.

