Investidores que detêm o Tesouro IPCA+ 2026 receberão a remuneração em 14 de agosto. Diante do cenário de juros reais elevados, a equipe de renda fixa da XP recomenda reinvestir no próprio título para travar taxas, desde que o investidor olhe para o médio e longo prazo.
A decisão de reinvestimento ocorre em um momento de taxas elevadas, com a Selic em 14,25% ao ano. A XP projeta um último corte da taxa básica em agosto, para 14%, seguido de um período de pausa. A casa de análise alerta que manter o dinheiro no pós-fixado gera o risco de reinvestimento, pois a projeção da XP indica que o rendimento do CDI pode cair para 11,50% já no fim de 2027.
A recomendação da XP foca no Tesouro IPCA+ convencional, sem juros semestrais. O título com cupom trava apenas parte do prêmio atual, pois os pagamentos periódicos precisariam ser reinvestidos a taxas menores no ciclo de queda de juros. O Tesouro IPCA+ 2035 é apontado como o melhor equilíbrio entre risco e prazo para perfis conservador e moderado.
Para o perfil sofisticado, o Tesouro IPCA+ 2040 é sugerido. Segundo a corretora, o título sem cupom entrega ao investidor exatamente a taxa contratada até o vencimento. Em contrapartida, a XP pondera que, no horizonte de 12 meses, a estratégia pode render abaixo do CDI, exigindo inflação acima de 5,6% para o vencimento em 2035.

