Um teste financeiro, conhecido como ‘Teste de 6%’, ajuda aposentados a decidir se devem aceitar uma pensão em pagamento único ou em parcelas mensais. O método converte a oferta em uma taxa de retorno, permitindo comparar o benefício com o potencial de investimentos seguros.
O especialista Wes Moss utiliza o teste para analisar ofertas de aposentadoria, transformando a proposta complexa em um único número comparável. Em um exemplo, um pagamento mensal de R$ 411, totalizando R$ 4.932 anuais, dividido pelo valor único de R$ 58.000, gerou uma taxa de pagamento efetiva de 8,5%. Moss afirmou que essa taxa indica o retorno que o valor único precisaria gerar anualmente para igualar a pensão.
O limiar de 6% é estabelecido com base no rendimento de investimentos seguros atuais, como o título do Tesouro de 10 anos, que se aproxima de 4,6%. Quando uma oferta de pensão resulta em 6% ou mais, o pagamento mensal costuma ser superior a qualquer investimento seguro disponível. Abaixo desse patamar, o valor único se torna mais atraente, pois o capital pode ser investido para igualar a renda.
Para tomar a decisão, o indivíduo deve multiplicar o benefício mensal por doze, dividir pelo valor em espécie e obter a taxa de pagamento. Se a taxa for superior a 6%, o pagamento mensal é mais vantajoso com investimentos seguros. Caso contrário, deve-se modelar o rendimento do valor único em um portfólio conservador, sempre optando por cláusulas de garantia de pagamento, como a opção de sobrevivência conjunta.

