A Toyota encerrou o ano fiscal 2026 com receita de US$ 323,62 bilhões, sustentada por sua frota híbrida global. Em contraste, a Ford registrou US$ 43,25 bilhões no primeiro trimestre, mas sua divisão elétrica ainda opera com prejuízos, segundo dados financeiros recentes.
A estratégia da Toyota focou na eletrificação mista, com a frota híbrida atingindo 48,1% das vendas no varejo. Os volumes de veículos elétricos a bateria (BEV) cresceram 68,4%, totalizando 243 mil unidades. Esse mix, somado ao segmento de Serviços Financeiros, ajudou a absorver um impacto tarifário de US$ 8,81 bilhões, resultando em um fluxo de caixa operacional de US$ 34,94 bilhões.
A Ford, por sua vez, baseou o desempenho no segmento de caminhões, com a receita da Ford Blue subindo 14% para US$ 23,9 bilhões. Contudo, a divisão Model e registrou prejuízo de US$ 777 milhões. O executivo da empresa, Jim Farley, afirmou que a companhia construiu a base para uma Ford mais moderna, focada em melhorar custos e qualidade.
A distribuição geográfica também diverge: a Toyota gera cerca de US$ 132,70 bilhões na América do Norte, enquanto a Ford tem forte ancoragem nos Estados Unidos, o que amplifica a exposição a variações de tarifas e commodities. A análise aponta que a resiliência da Toyota, geradora de fluxo de caixa duradouro, contrasta com o consumo de capital da unidade elétrica da Ford.

