Representantes dos trabalhadores da Volkswagen bloquearam um plano de reestruturação da montadora, segundo fontes. A decisão ocorreu após o conselho de supervisão rejeitar a proposta, que previa corte de até 100 mil postos de trabalho e fechamento de quatro fábricas na Alemanha.
O episódio reflete as dificuldades enfrentadas pelo presidente-executivo Oliver Blume para reformular o grupo. A montadora busca maior eficiência frente ao avanço da concorrência chinesa, custos com tarifas dos Estados Unidos e dúvidas sobre a competitividade das unidades alemãs.
A estrutura de governança da Volkswagen complexifica a tomada de decisões, pois representantes dos trabalhadores e o Estado da Baixa Saxônia controlam a maioria dos assentos no conselho de supervisão. Em reunião na quinta-feira (9), o conselho rejeitou a proposta por 12 votos a 7, após a oposição dos trabalhadores.
A empresa divulgou comunicado sem mencionar cortes de empregos ou fechamento de fábricas, reiterando metas de simplificação. Analistas, contudo, afirmaram que o plano possui poucas medidas concretas. O sindicato IG Metall realizou manifestações no país, cobrando da empresa uma estratégia clara para garantir a produção futura.

