A Copersucar, maior trading de açúcar e etanol do mundo, solicitou ao governo federal mudanças nas regras do programa Brasil Soberano. A empresa alega que os critérios atuais impedem que usinas fornecedoras acessem linhas de crédito destinadas a exportadores afetados por tarifas dos Estados Unidos e por conflitos no Oriente Médio.
A companhia apresentou o pleito ao Ministério da Fazenda e participou de reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, na semana passada. Segundo a Copersucar, o modelo de comercialização adotado faz com que as usinas não possuam a Declaração Única de Exportação (DU-E), documento exigido para solicitar o financiamento.
O modelo de operação da trading prevê que as usinas vendem a produção para cooperativas agrícolas, que repassam o material à Copersucar, que realiza a exportação. A empresa defende que as regras sejam adaptadas para contemplar esse formato, visto que o Brasil Soberano prevê apoio a fornecedores de empresas exportadoras.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que encaminhou a demanda à Receita Federal para análise. O programa Brasil Soberano, lançado em 2025 com R$ 30 bilhões, foi ampliado em abril com R$ 21 bilhões para exportadores afetados por conflitos. Em um anúncio recente, o governo definiu uma terceira etapa com R$ 18,5 bilhões em novas linhas de crédito.

