O fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz caiu drasticamente após a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. Dados de monitoramento marítimo indicam que o número de navios cruzando a rota de exportação de petróleo diminuiu, gerando cautela no setor.
Na quarta-feira, 8, apenas 14 embarcações carregadas com commodities atravessaram o estreito, um número abaixo da média diária de 34 navios registrada desde o cessar-fogo firmado em junho. Apesar da redução do tráfego, o Irã acelerou o embarque de petróleo, com cinco superpetroleiros e um navio Suezmax deixando portos iranianos nas últimas 24 horas, transportando quase 11 milhões de barris.
Na quinta-feira, 9, o movimento foi ainda menor, com apenas dois petroleiros conseguindo a travessia. Empresas do setor relataram que parte das embarcações desligou os sistemas de rastreamento durante a passagem, uma prática conhecida como “modo sombra”, para reduzir o monitoramento da rota.
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que o tráfego permanece reduzido e classificou o nível de ameaça na região como “severo”. O órgão alertou também para a presença de minas marítimas ativas nas proximidades do estreito. Outras rotas do Oriente Médio, como o golfo Pérsico, seguem com navegação estável, embora sob monitoramento.

