A transpiração excessiva, chamada hiperidrose, e o odor forte do suor, conhecido como bromidrose, são queixas dermatológicas comuns. O mau cheiro surge da interação do suor com bactérias da pele. O diagnóstico e tratamento dependem da identificação da causa, que pode ser biológica ou relacionada ao estilo de vida.
O suor, mecanismo natural de resfriamento, torna-se problema quando ocorre em grande volume ou com odor forte. Sinais de alerta incluem marcas de umidade persistentes, odor ácido ou semelhante a enxofre, e maceração da pele. A produção de suor envolve glândulas écrinas, que liberam água e sais, e glândulas apócrinas, concentradas em axilas e virilha, que produzem suor rico em gorduras e proteínas.
O estilo de vida influencia o quadro. O consumo de alimentos com cheiro forte, como alho e cebola, e o uso de roupas sintéticas impedem a evaporação da umidade, favorecendo a proliferação bacteriana. A investigação médica deve diferenciar a hiperidrose primária da secundária, esta última podendo ser sintoma de distúrbios da tireoide ou efeitos colaterais de medicamentos.
O manejo combina cuidados em casa e intervenções médicas. A primeira linha de frente inclui sabonetes antibacterianos e antitranspirantes clínicos. Para casos mais resistentes, o dermatologista pode indicar a aplicação de toxina botulínica nas axilas ou medicamentos orais. É fundamental evitar misturas caseiras ácidas, que podem causar queimaduras na pele.

