O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, alertou partidos políticos sobre a análise rigorosa de candidatos ligados ao crime organizado para as eleições de 2026. O magistrado afirmou que nomes com vínculos com tráfico ou milícias não terão registro aprovado pela Justiça Eleitoral.
Durante reunião com representantes dos diretórios regionais, o desembargador propôs um pacto de colaboração entre as legendas e o tribunal. Segundo Tavares, os partidos são a primeira barreira para impedir que pessoas sob suspeita disputem cargos públicos. Ele declarou que o tribunal analisará todos os pedidos de registro, reforçando que “Se passar pelos senhores, certamente não vai passar por aqui”.
A fiscalização do TRE-RJ utilizará relatórios de inteligência das polícias Civil, Militar e Federal, após análise do Ministério Público Eleitoral. O presidente do tribunal explicou que a ausência de antecedentes criminais não impede a investigação de outros vínculos. Além disso, o TRE-RJ solicitou reforço federal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a segurança do pleito.
Para reforçar a segurança, o tribunal criou o Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional (Gaesi), que reunirá forças de segurança municipais, estaduais e federais. O vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Fernando Cerqueira Chagas, também pediu responsabilidade aos dirigentes partidários no processo de escolha dos candidatos.

