O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, cobrou os partidos políticos para que atuem como filtro contra o registro de candidatos com laços ao crime organizado. A cobrança ocorreu em reunião com diretórios regionais de siglas na sexta-feira, reforçando o rigor da Justiça Eleitoral.
Tavares propôs um pacto de colaboração mútua entre a Justiça Eleitoral e as siglas para que o combate a irregularidades seja preventivo. O desembargador afirmou que o tribunal analisará com rigor todos os pedidos de registro, especialmente de candidatos ligados a grupos criminosos ou milícias. Ele declarou que os partidos são a “primeira linha de defesa da legitimidade do processo eleitoral” e que a verificação das vinculações criminosas deve ocorrer antes da homologação das candidaturas nas convenções partidárias.
O vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Fernando Cerqueira Chagas, apoiou a declaração, dizendo que é “inconcebível que nós tenhamos candidatos ligados ao crime”. Tavares explicou que o Rio de Janeiro enfrenta uma situação de insegurança pública, e o primeiro exame sobre indícios de relações entre candidatos e o crime organizado cabe ao procurador regional eleitoral, que usará relatórios de inteligência das polícias.
Além da fiscalização de candidaturas, o TRE-RJ aprovou o pedido do governador para reforço federal de segurança durante as eleições. O tribunal também inaugurou o Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional (Gaesi) para as eleições de 2026, que atua na substituição de locais de votação em áreas de risco e no compartilhamento de dados de inteligência.

