Trinta e dois acusados foram condenados a penas de prisão de até 12 anos pelo desabamento da ponte Morandi, em Gênova, Itália, em 2018. O colapso da estrutura, que causou 43 mortes, ocorreu em 14 de agosto sob chuva torrencial, segundo o tribunal.
O julgamento, que começou em 2022, resultou em condenações contra vários ex-diretores da empresa de rodovias Autostrade per l’Italia (Aspi). Giovanni Castellucci, ex-diretor geral da Autostrade, recebeu a pena mais severa de 12 anos de prisão, sendo declarado culpado por negligência e homicídio culposo.
O vice-ministro italiano de Infraestruturas e Transportes, Edoardo Rixi, afirmou que o desabamento não foi uma fatalidade, mas resultado de erros e omissões. Segundo os magistrados, a ponte, inaugurada em 1967, não recebeu intervenções mínimas de manutenção em 51 anos.
Michele Matti Altadonna, irmão de uma das vítimas, declarou após o veredicto: “Hoje podemos dizer que há culpados pelo assassinato de nossos entes queridos”. Outros coacusados receberam penas variadas, incluindo cinco anos e meio e 11 anos de prisão.

