A administração de Trump avalia uma ação militar no Mali contra o grupo islamista JNIM, ligado à Al-Qaeda, em meio a tensões regionais. O Mali pode se tornar o oitavo país alvo de ataques ordenados pelo presidente em seu segundo mandato, segundo fontes.
O JNIM consolidou-se como o grupo militante mais bem armado na região da África Ocidental, realizando ataques frequentes em países costeiros. Contudo, a decisão de iniciar um ataque militar gera divergências entre representantes americanos. Um oficial não identificado da Casa Branca afirmou que os Estados Unidos pressionam governos da África Setentrional e Ocidental a adquirirem equipamentos americanos para o combate ao terrorismo, classificando o terrorismo no Sahel como um “problema transnacional”.
A Aliança dos Estados do Sahel, composta por Mali, Burkina Faso e Níger, viu seus líderes militares derrubarem governos democraticamente eleitos e buscarem ajuda de segurança da Rússia. Um oficial da administração de Trump criticou a Rússia, declarando que Moscou “se mostrou como um parceiro de segurança ineficaz para o Mali”.
Um analista apontou que as forças militares malianas e seus aliados russos mataram quase quatro vezes mais civis que os islamistas do JNIM e do Estado Islâmico no Sahel. Um especialista sugeriu que a solução diplomática seria mais eficaz que a intervenção militar, alertando que ações militares poderiam fortalecer o Estado Islâmico como concorrente do JNIM.

