A administração Trump cancelou o programa GeoXO, que previa seis satélites para aprimorar o monitoramento de fumaça de incêndios e condições atmosféricas na América do Norte. Os cortes, iniciados em abril de 2025, retiraram dois satélites e suspenderam contratos de instrumentos essenciais para a NOAA.
O programa GeoXO visava fornecer à National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) maior resolução para observar condições atmosféricas, como fumaça de incêndios, raios e mudanças na superfície oceânica. Os seis satélites seriam distribuídos entre as regiões Oeste, Central e Leste dos Estados Unidos.
A decisão administrativa focou em uma “missão climática central”, em detrimento do monitoramento climático de longo prazo, alinhada a ataques mais amplos contra esforços de mitigação climática. Um dos dispositivos cancelados, o GeoXO Atmospheric Composition, era um espectrômetro de alta resolução projetado para rastrear poluentes como ozônio e dióxido de nitrogênio.
A perda do sistema é considerada grave, especialmente com a alta incidência de incêndios na região. Segundo a chefe de saúde ambiental da Universidade George Washington, o instrumento forneceria dados localizados em tempo quase real, com benefícios à saúde pública estimados em cerca de US$ 13 bilhões por ano. A especialista afirmou que, com o aumento dos eventos de fumaça, há necessidade de mais dados, e não menos.

