Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (20) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será preso em Nova York durante sua visita em setembro. A declaração rebateu o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, que havia discutido a possibilidade de cumprimento do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
O mandado de prisão do TPI foi emitido contra Netanyahu em 21 de novembro de 2024. As acusações incluem responsabilidade por crimes de guerra, como o uso da fome e ataques a civis na Faixa de Gaza, além de crimes contra a humanidade, referentes ao período entre 8 de outubro de 2023 e 20 de maio de 2024. O processo está ligado à guerra iniciada após o ataque do grupo palestino Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.
Em resposta, o gabinete de Netanyahu criticou o TPI e o prefeito de Nova York. O governo israelense declarou que o Tribunal Penal Internacional “não tem jurisdição sobre americanos ou israelenses” e classificou o mandado como “ilegítimo”.
Trump defendeu o líder israelense, afirmando que ele “está lutando contra a República Islâmica do Irã”. O presidente americano também direcionou críticas ao Irã, alegando que o país causou uma “espiral sem precedentes de morte e destruição”.

